Aprendi com você a suportar a escassez do mundo.
Tudo muito pouco e raro, mas permanente,
Como a necessidade de limar as unhas
E secar as sementes.
Mal suporto tudo isso, a bem dizer, entanto resisto,
Como o fio temerário da teia zomba do vento.
E se me dá vontade de pegar a estrada,
O seu silêncio me apascenta.
Tenho freqüentado essa escola do ínfimo, em tempo integral,
Com direito a merenda, férias, recreação, saco cheio,
Mas nada de estudos, fim de curso ou diploma,
Só o pão e o sal de cada dia.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
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