domingo, 30 de agosto de 2009

Remeninices

De dia você é mais bela. A luz do sol te absolve. E te encabula mais. Você fica urgente como a margem do rio escondida na mata. Beira de rio em verão resseco.

Desabalo no rumo do cheiro da água doce. Capim menino tropa de cabrito zunem ladeira abaixo. Carreira estancada. Moça da roça segurando bilha. Os olhos nem dóceis nem atrevidos. Vontade de chamar para buscar melancia lá longe na beira do mato. Fruta de demoras, descansos, mais das vezes comida com as mãos, no meio do caminho. (há demandas para saber: se melancia se come ou se chupa).

Tem horas ouço passarinhos ancestrais. Assim: quando um sentimento mais forte cai sobre a superfície da alma estagnada, todos os pássaros debandam assustados pela boca afora, numa azoada medonha, levando os meus olhos assustados. Quando não tinha tenência sapato cinto responsa eu com eles avuava, medindo as coisas do brejo emprenhado de arroz maduro. Agora fico plantado em raiz de boteco medindo perna de moça.

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