Você leva o meu desejo de mesa em mesa
E distribui os meus sonhos no varejo.
Para cada solitário, você dá um sorriso,
Um copo gelado para cada ébrio,
Para todos no bar, um olhar de equilíbrio.
Enquanto isso eu rumino sem descanso
O capim amargo dessa prosa indigesta,
Até que passe mal e vomite um verso,
Até que me sacie de alisar a esperança,
Porque a esperança é a última que broxa.
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